O bombardeio norte-americano que matou dezenas de civis em Caracas escancara um novo padrão de agressão internacional: um presidente dos EUA agindo como juiz, executor e invasor global.
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, resultando na morte de 80 pessoas, entre civis e militares, segundo o The New York Times. O ataque, que também destruiu prédios residenciais e estruturas públicas, foi justificado pela Casa Branca como uma ação contra o “Cartel de Los Soles”, supostamente liderado por Nicolás Maduro.
Mas o que se viu foi um massacre urbano, com bairros inteiros devastados e famílias soterradas sob escombros. A operação culminou na captura de Maduro, em uma ação que mais se assemelha a um sequestro político do que a uma medida de segurança internacional.
A guerra de um homem contra o planeta
O que está em curso não é apenas uma intervenção pontual. É o início de uma terceira guerra mundial silenciosa, travada por um único homem contra o equilíbrio global.
Hoje é Maduro. Amanhã pode ser qualquer presidente, qualquer cidadão, qualquer país. Se Trump não simpatiza com um governo, ele envia agentes, infiltra forças, bombardeia cidades e sequestra líderes. Sem autorização internacional. Sem debate. Sem freios.
A Venezuela virou laboratório de uma nova doutrina: a guerra preventiva imperial, onde os Estados Unidos decidem quem vive, quem governa e quem será eliminado. A destruição em Caracas lembra os bombardeios em Gaza — com a diferença de que agora o alvo é um Estado soberano latino-americano.
O silêncio internacional é cúmplice e quem aplaude e comemora as mortes de inocentes é também adepto da carnificina
A ausência de reação firme da ONU, da União Europeia e de países vizinhos revela um cenário perigoso: a normalização da violência como instrumento diplomático. Se o mundo não se posicionar, Trump terá carta branca para repetir esse modelo em qualquer lugar — da América Latina ao Oriente Médio, da África à Ásia.
O planeta está diante de uma escolha histórica: confrontar o autoritarismo armado ou assistir à erosão da soberania global. A Venezuela sangra hoje, mas o mundo inteiro está na mira. Todos aqueles que aplaudem e comemoram a morte de inocentes venezuelanos, batem tambores, soltam fogos de felicidade, tambem são adeptos da carnificina. E merecem o repúdio e a execração da sociedade brasileira e do mundo.


